sábado, 6 de agosto de 2011

Bórgia , Alejandro Jodorowski e Milo Manara

   
Volume 1 - Sangue para o Papa
      
 Você com certeza já ouviu falar dos Bórgia (e se a resposta for não, onde você vive, Saturno?). Lucrécia, Rodrigo e César passaram para a história como os principais integrantes de uma família ambiciosa e perversa, que não tinha nenhum escrúpulo para alcançar o poder na Europa da Renascença.
    Pois bem, esse é o mote principal da épica história cujo roteiro foi escrito por Alejandro Jodorowski (que por sinal era ídolo de John Lennon, ou seja, nada menos que foda) e desenhado por Milo Manara, mestre dos quadrinhos eróticos.
    Querem uma ~polêmica~? 90% das pessoas começam a ler Bórgia pelas putaria cenas proibidas para menores de 82 anos (menos eu, que sou uma menina que valoriza a história, ok). Quando chega a última página do primeiro volume (o que acontece rapidinho, visto que o livro é minúsculo), você já está preso, esperando ansiosamente pelo próximo.

Vol. 2 - O Poder e o Incesto

 
    Alguns acontecimentos são BEM estranhos, como o cara vencer ~forever alone~ quatro bombadões armados. Mas isso não deixa os livros menos divertidos. Os desenhos de Manara são lindos, especialmente os femininos - e meus amigos entendidos do assunto dizem que ele colore muito bem.
    Existem cenas super constrangedoras (por isso não leiam Bórgia no ônibus, por favor. Ah, e nem na aula), mas estamos tratando da Roma da Renascença, né, seus lindos? Já para os mais religiosos a heresia rola solta ali (para os não religiosos também), mas se você TENTAR se desligar disto vai se divertir horrores, como eu - e 95% da minha sala.


Vol. 3 - As chamas da Fogueira

P.S: A série continua (frase inclusive que me fez morrer de raiva no final do Vol. 3: eu tô curiosa, caramba! :D)


Beijo grande, gatíssimos (as) ;**

domingo, 29 de maio de 2011

Maus, por Art Spiegelmann


     Sempre tive obsessão por livros e filmes relacionados à II Guerra Mundial, especialmente o Holocausto, porque a capacidade do ser humano de transitar entre o bom e o cruel me fascina. Mas em minha bibliografia com o tema nunca havia sequer ouvido falar de Maus, e quando uma amiga comprou, comentou comigo e me disse sobre o que tratava, logo quis conhecer.
     Não li cheia de espectativas (ainda bem!) e portanto acho que pude aproveitar bastante o livro, na medida em que algo que muda seus conceitos possa ter essa qualidade. E foi como um soco no estômago. Art Spiegelmann, retrata todos como bichos (judeus - ratos ; alemães – gatos ; poloneses – porcos ; americanos – cães), e, contraditoriamente, isso aumenta a humanidade destes. Lá ninguém é santo ou apenas vítima, nem o autor. É como uma biografia às avessas, onde Art mostra sua difícil relação com o pai; como o suicídio da mãe o influenciou ; como alguém que foi parar em Auschwitz é tão absurdamente racista (sim, eu sou a ingênua que acredita que se fulaninho sofreu muito ele pode ser bonzinho), enfim.
     Maus foi o livro que me fez ver os quadrinhos como arte, e da mais alta qualidade. A combinação entre os traços precisos e incrivelmente humanos e a sensibilidade das palavras fere, choca e faz pensar.

domingo, 20 de março de 2011

Soul Love - Linda Waterhouse

    Se eu pudesse escolher um livro, apenas um, para representar a adolescência, seria Soul Love.Nada que eu já tenha lido trata desta fase com tanta sensibilidade, tanta delicadeza. Além do(s) mistério(s) citados na sinopse, e mantidos incrivelmente bem com o decorrer da história, a obra não tem nada de fantasiosa. Sem mocinhos e mocinhas perfeitos ou vilões ridiculamente cruéis.
    Todos ali são como eu, você, o vizinho da frente. O desfecho não é o de todas as histórias de amor, e a atitude corajosa de Jenna é como uma injeção de ânimo.
    Apenas uma coisa me incomodou: a narrativa (ou talvez tenha sido culpa da tradução) perdem o ritmo de vez em quando, mas a história e tão, mas tão boa, que dá para relevar.
   

quinta-feira, 17 de março de 2011

Considerações iniciais (ou como ser uma blogueira fracassada)

    Oooi, como vocês estão? Eu estou bem, obrigada. Enfim. Vou direto ao assunto, mano. Tá, tááá, eu não sei me apresentar. Deve ser essa a causa do meu fracasso social, e 
    Enfim. Se você está aqui é porque é algum dos meus amigos, reais ou virtuais, ou escritor de algum dos blogs que eu leio. Sim, porque inicialmente eu só tenho coragem de mostrar o que eu escrevo ou a quem me conhece muito bem, ou a quem não me conhece na vida real. Mas enfim, eu supero.
    Em respeito à sua grandiosíssima paciência, vou ser clara e concisa (eu sei falar difícil eae): esse é um blog literário. Aí você pensa: "Dãã, o que essa imagem enorme de um livro no layout queria dizer, que esse é um blog sobre política?" Mas enfim. Aqui eu quero divulgar para outras pessoas mais um pouco sobre aquelas coisinhas tão fofinhas cuticuti dignas de todo amor do mundo chamadas livros. Já tentei ter vários blogs, todos sem assunto definido, e não levava adiante nenhum deles, seja por falta de inspiração ou sei lá o que. Porém sempre AMEI escrever, e queria tentar ter um blog com pelo menos um punhadinho de leitores fiéis. Aí percebi que pra isso, seria necessário escrever sobre o que eu mais amo, que são, adivinha? Também amo escrever sobre minhas opiniões, mas elas são polêmicas demais para a humanidade tão sensível -Q
   Quero me dedicar ao máximo a esse novo projeto, porque ele pode me trazer inúmeras coisas boas (inclusive a criar dissertações decentes pro vestibular, galere). E espero, sinceramente, que cada pessoa que ler minhas postagens (e espero que alguém leia :P), gostando ou não, sinta vontade de, cada vez mais, se tornar próxima dos livros, porque só assim essa droga esse país vai pra frente.

 Beijos, muito, muito, muito obrigada pela paciência, e até a próxima!